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Entrevista - Conheça o cosmaker Kayo "Kmaker" Pantoja

Profissional conta sobre a construção de fantasias

Saudações leitores de A Pá Ladina, hoje trazemos para vocês uma entrevista bem especial com Kayo Pandoja, de São Paulo, mais conhecido na comunidade como um cosmaker de grande habilidade.

Caso você não saiba, o cosmaker (cosplay + maker, ou fazedor de cosplay em tradução livre) é o profissional responsável pela criação das fantasias de cosplays e os mais variados tipos de acessórios utilizados pelos personagens.

Geralmente um cosplayer gosta de montar sua caracterização com as próprias mãos, mas nem todo mundo tem habilidades manuais para criar as vestimentas ou acessórios, e é aí que o cosmaker entra em ação.

A especialidade de Kayo são os Prop Makers, os profissionais que criam armaduras, armas e acessórios mais complexos.

Confira abaixo um pouco mais dessa arte com o nosso bate-papo com o Kayo:


Olá Kayo, faça sua apresentação para os nossos leitores.

Olá pessoal, sou o Kayo Pantoja, mas podem me chamar de Kmaker. Sou o maluco que gosta de fazer cosplay de personagens de WoW, mas o meu trabalho não se limita só a isso. Atualmente estou mais para um artista plástico pois trabalho com a confecção de peças para filmes e séries, estátuas e cenários.

Talvez alguns de vocês possam me conhecer pelo meu canal do YouTube já que lá eu publiquei muitos tutoriais e alguns deles sobre armas icônicas e personagens de WoW.

Como você conheceu o universo do cosplay?

Em 2012 eu fui pela primeira vez a um evento de cultura POP, chamado Yujo Fest em Natal - RN, e me encantei pelas pessoas fazendo cosplay. Em dezembro deste mesmo ano, eu usei o primeiro salário que eu tinha ganhado como estagiário para tentar fazer o meu primeiro cosplay e desde então estou fazendo cosplay.

E como você conheceu Warcraft?

A primeira vez que eu vi algo relacionado a Warcraft foi em uma revista falando de W3 e WoW em 2004. Tempos depois eu fui a uma lan-house e lá tinha W3, joguei um pouco da campanha e me apaixonei pelo jogo. Um tempo depois eu comecei a jogar WoW e até hoje não parei.

Além de cosplay, você também é conhecido pelo seu trabalho em criar fantasias e armas super detalhadas que vão além do universo de WoW, pode falar um pouco sobre isso? Como essa paixão começou?

No início eu fazia as peças mais como hobby, mas quando eu comecei a fazer peças por encomendas eu acabei tomando gosto e a chamar a atenção no mercado. Inicialmente os meus cosplays chamaram a atenção da Blizzard (chegando até a ser convidado para participar da BlizzCon 2016) e com o tempo foi chamando a atenção de outras empresas como a Riot e Xbox.

Eu sempre fui apaixonado pela industria dos jogos, inicialmente gostaria de trabalhar diretamente com isso, mas a vida me jogou para outro caminho que me permitiu realizar muitos sonhos. Pretendo continuar a fazer peças maiores, mais detalhadas e sofisticadas não por dinheiro e sim para desafiar minhas habilidades.

Você já recriou armas como a Gélido Lamento, o Martelo da Perdição e a Crematória. Como é o processo de recriar armas icônicas como essas? Qual a maior dificuldade? Você tem uma favorita?

O processo de criação começa pelo conceito, imaginar como é do que será feito o item. Depois passando para a confecção em si e por último temos o acabamento. Falando assim parece bem simples, mas produzir um item pode levar vários dias e gastar um bom dinheiro em material. Fazer uma peça pode ser difícil, porém é igual a desenhar: só com a prática e dedicação fará de você chegar ao topo.

A minha arma favorita de todos é a Frostmourne (Gélido Lamento), já fiz diversas vezes o mesmo item e é bem visível a evolução das minhas habilidades quando você compara a primeira com a última que fiz.

Você prefere ser um cosplayer ou um cosmaker?

Atualmente eu sou muito mais um cosmaker do que um cosplayer, já que me foco muito mais em produzir e cumprir com a minha agenda de encomendas do que trabalhar na minha imagem como cosplayer.

Dos seus trabalhos envolvendo WoW, qual você tem mais orgulho?

Eu tenho muito orgulho de muitos mas como eu sou um artista que liga muito para a parte técnica, faz que o meu favorito seja o meu melhor trabalho que é justamente o meu ultimo cosplay de Paladino. Nesse trabalho eu pude utilizar técnicas e materiais que raramente consigo utilizar em outros projetos.

Quanto tempo, em média, leva para fazer um cosplay tipo esse do Paladino de WoW?

Normalmente entre 3 a 5 meses, porém o tempo de produção pode variar muito dependendo de quão complexo é o projeto cosplay.

Você participou da BlizzCon 2016 como cosplay de Illidan Tempesfúria, conte como foi essa experiência.

Primeiramente gostaria de agradecer à Blizzard pela experiência, foi muito louco estar lá e conhecer não só os eventos, os fãs mas também os funcionários e CMs.

Usar o cosplay de Illidan na BlizzCon foi um sonho, cada sorriso, cada foto foi especial. Todos ali adoravam esse personagem e seu universo. Até hoje foi a melhor experiência de um evento que tive na vida.

Ah, gostaria de fazer um agradecimento especial a CM de WoW Lorielyth, por me ajudar e ficar ao meu lado durante a BlizzCon.

Kayo como Illidan no palco da BlizzCon 2016

Que dicas você pode dar para o pessoal que quer entrar no mundo do cosplay ou das esculturas (cosmaker)?

Hoje em dia existem muitos canais no YouTube que ensinam a fazer tanto cosplay como esculturas, o meu é um deles é lá que já passei um pouco de tudo.

Agora se você quer algo mais direto, eu acabei de lançar um curso cosplay, ensinando do zero e se vocês tiverem interesse é só ir no meu canal que lá tem um vídeo explicando tudo.

Alguma história engraçada ou inusitada que aconteceu com você que gostaria de compartilhar?

Bem no primeiro dia da BlizzCon, eu exagerei no café da manhã americano…. ai não deu outra…. passei muito mal, tive uma crise super forte de gastrite e mesmo cheio de dor e suando frio eu usei o cosplay e subi no palco para desfilar…. depois do desfile eu tirei o cosplay e voltei direto para o hotel…. dormi com a roupa do corpo e nem os sapatos eu tirei, no dia seguinte acordei como se nada tivesse acontecido e dessa vez eu maneirei no café da manhã kkkk.

Recentemente você produziu um curta-metragem baseado em Shadowlands na Taverna Medieval em São Paulo, pode falar um pouco sobre esse projeto?

O curta foi uma iniciativa minha, porém sem a ajuda de todos os cosplayers, do Taverna Medieval e dos cavaleiros, esse projeto não seria possível. Foi um desafio enorme fazer pois não tínhamos recursos para investir no projeto, e ao todo gastamos só R$ 80 para produzir esse material. Pretendemos fazer continuações mas ainda temos que analisar a disponibilidade.

No que você está trabalhando atualmente e quais os planos para o futuro?

Atualmente estou focado em produzir cursos, grandes peças para empresas e fazendo facas, armas e armaduras de verdade já que estou me aventurando como ferreiro.

Gostaria de dizer que nada do que eu sou hoje não seria possível sem a ajuda da minha melhor amiga e namorada Gabriela Ferreira.

E por fim, Horda ou Aliança?

PELA LUZ! PELA ALIANÇA!!!

Pow eu fiz o Varian, mais true ally não dá né?

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Jornalista de games, cultura pop e nerdices em geral. Email: marcio.pacheco@cardnamanga.com.br . Twitter: @MarcioAPacheco