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Conheça a Lore da Alta Sacerdotisa Tyrande Murmuréolo - Parte 2

Suma-sacerdotisa de Eluna, Líder dos Kaldorei, Cabeça da Irmandade de Eluna e do Exército da Lua Negra, Escolhida da Lua, A Guerreira Noturna...

Suma-sacerdotisa de Eluna, Líder dos Kaldorei, Cabeça da Irmandade de Eluna e do Exército da Lua Negra, Escolhida da Lua, A Guerreira Noturna...


Continuação da Lore de Tyrande Murmuréolo (se você ainda não leu a primeira parte, clique aqui antes de continuar). 

Após a Cisão.  

O Mundo após a Cisão não era nem remotamente mais o mesmo. O então pangeico continente de Kalimdor havia se fragmentado, um novo oceano criado, e a gloriosa civilização e império dos Kaldorei jazia agora completamente arruinada, no fundo do mar. 

Tyrande fora deixada com a ingrata tarefa de liderar e re-organizar seu povo. Completamente traumatizada pelos eventos que levaram a Guerra, o abuso do arcano, Tyrande, sob conselho de Malfurion, baniu sob pena de morte a prática de magia arcana entre os Kaldorei.

No entanto a proibição não fora universalmente aceita ou popular. Perto do fim da Guerra muitos arcanistas e Kaldorei Altaneiros haviam percebido a loucura de Azshara e tomado o lado da rebelião. Entre estes estavam Dath’remar Andassol  e seus seguidores e mesmo Illidan.

Illidan Tempesfúria
Illidan Tempesfúria

Illidan não apenas discordava como tomou ação. Usando três dos seis frascos contendo as águas da Nascente da Eternidade ele criou uma Nova nascente da Eternidade no topo do Monte Hyjal.

Tal crime foi punido por Malfurion com pena perpétua e Illidan seria aprisionado nas cavernas sob Hyjal. Maiev assumiria o papel de carcereira de Illidan e fundaria as Guardiãs para ajudá-la em tal função. Elas se tornariam as carcereiras da sociedade Kaldorei. E seriam uma das poucas organizações Kaldorei a não se submeterem à autoridade de Tyrande. 

Para evitar que a nova Nascente da Eternidade fosse usada para quaisquer fins semelhantes a última, os Kaldorei pediram a ajuda dos aspectos. Alexstrasza, Nozdormu e Ysera atenderam ao chamado, A Árvore do Mundo Nordrassil foi plantada sobre a nova nascente para que as energias naturais desta pudessem contrabalançar as energias arcanas da Nascente. O Pacto de Nordrassil foi feito, com os três Aspectos abençoando a Árvore e os Kaldorei, e os elfos por sua vez jurando proteger e zelar pela árvore e pelo Sonho Esmeralda.

Passadas algumas centenas de anos, por volta de 9.400 anos APN (Antes do Portal Negro) o druidismo havia se tornado mais e mais popular, substituindo a outrora popularidade da prática de magia arcana. Tyrande, com a ajuda de Malfurion, havia conseguido organizar uma nova sociedade Kaldorei. 

A Guerra dos Sátiros e o Exílio dos Altaneiros

Porém, não apenas os Kaldorei haviam sobrevivido a Cisão, mas algumas das forças demoníacas também o haviam. Muitos dos Sátiros haviam sobrevivido, tais abominações demoníacas haviam sido um dia Kaldorei, mas haviam seguido o caminho de Xavius e se deformado em tais abominações. Tais forças também haviam se organizado em Kalimdor, e em  9.300 APN eles lançaram um ataque a recém reorganizada sociedade Kaldorei. Começava a Guerra dos Sátiros.

A Guerra dos Sátiros levou Malfurion e os outros druidas a criar o Círculo Cenariano. Tyrande participou da guerra liderando as forças militares, quando os worgens Kaldorei, conhecidos como Druidas da Matilha saíram de controle e o próprio exército kaldorei foi obrigado a recuar, Tyrande segurou em batalha Ralaar Presardente até que Malfurion pudesse banir os Druidas da Matilha usando a recém criada Foice de Eluna.

Paz, no entanto, ainda não estava nem mesmo perto de ser atingida. Os Kaldorei Altaneiros  que haviam lutado ao lado dos rebeldes na Guerra dos Ancientes se encontravam em uma situação cada vez mais insatisfatória. Proibidos de praticar magia Arcana, a qual não eram apenas proficientes, mas também viciados. Sua insatisfação com a proibição cresceu ao ponto da rebelião.

Liderados por Dath’remar Andassol, os praticantes de magia conjuraram uma enorme tempestade arcana sobre Vale Gris como forma de protesto contra a proibição, demonstrando que não mais iriam admitir tais cabrestos.

A pena para a prática de magia arcana era a morte, mas mesmo a determinada Tyrande não teve coração de executar a tantos de sua própria estirpe. Assim Dath’remar e suas centenas de seguidores foram banidos de Kalimdor, O Exílio dos Altos Elfos.

O Pacto de Nordrassil forjado com os Aspectos anos atrás, demandava certas responsabilidades dos Kaldorei em relação a natureza, entre elas, a de que os druidas haviam prometido auxiliar a Ysera em seus deveres no Sonho Esmeralda e com a maior parte da civilização Kaldorei reconstruída e segura, Malfurion e a grande maioria dos outros Druidas entraram no sono mágico que transportaria seus espíritos para o sonho Esmeralda.

A prática do Druidismo era, no entanto, exclusivamente masculina, assim quando os Druidas entraram no estado de Sono Mágico em ordem a ajudar Ysera, apenas as fêmeas restaram. A sociedade Kaldorei sempre fora Matriarcal, ou seja a líder máxima da raça sempre fora uma fêmea, mas até então os machos tinham forte presença nas organizações militares, este já não era mais o caso. Para que as forças militares tivessem uma nova organização as Sentinelas foram formadas e Shandris, filha adotiva de Tyrande e excepcional guerreira, foi nomeada General-Sentinela. A nova organização militar Kaldorei nascia, majoritariamente formada por fêmeas. As Sentinelas continuariam a ser a mais antiga organização militar a existir continuamente na história de Azeroth.

A Longa Vigília

Um longo período de poucas mudanças na sociedade Kaldorei se seguiria, conhecido como a Longa Vigília se estenderia por quase 8 mil anos.

Para ajudar as Sentinelas, já que os machos tinham que hibernar, Cenarius ordenou suas crianças, as Dríades e Guardiões do Bosque de Vale Gris a unirem-se aos Kaldorei. O que forjou uma amizade ainda mais íntima entre as duas raças e que resultaria com que os filhos de Cenarius passassem a  fazer parte permanente da sociedade kaldorei.

Dríades
Dríades (WoWhead)

Durante os milênios da Longa Vigília, Tyrande manteve seu povo isolado e apenas os druidas do Círculo Cenariano intervinham esporadicamente nos eventos do mundo como um todo. Os olhos da sacerdotisa se mantinham focados em Monte Hyjal e territórios adjacentes. Foi também durante a Longa Vigília que Tyrande salvou a Shy-Rotam, a rainha dos Sabres-de-Gelo, forjando uma amizade entre os elfos noturnos e essa estirpe de raros Sabres.

As interferências externas feitas pelos druidas, não eram do agrado de Tyrande e durante o sono de Malfurion eram lideradas pelo segundo Druida em comando, Fandral Guenelmo, com quem Tyrande constante e abertamente, discordava. 

A Guerra das Areias Cambiantes

Eventualmente as ações de Fandral levariam ao despertar dos Qiraj, de seu torpor em Ahn’qiraj, o que causaria de 975 APN a 820, a Guerra das Areias Cambiantes. 

Tal se provaria a mais sangrentas das guerras lutadas kaldorei até então. Apesar de ter fornecidos recursos e forças militares para tal guerra, Tyrande não se envolveu pessoalmente em tal guerra, escolhendo permanecer nos territórios Kaldorei ao norte.

Os Milênios passariam, com a Primeira e Segunda Guerra vindo e passando devastando os Reinos do Leste, mas não tocando no continente de Kalimdor. Isso estava prestes a mudar, 7.320 anos depois do início da Longa Vigília se iniciava a Terceira Guerra.

A Terceira Guerra e A Batalha pelo Monte Hyjal

Obedecendo ao aviso do espírito de Medivh, Thrall havia decidido guiar seu povo para longe dos Reinos do Leste e da praga que lá se espalharia, o que os levou a aportar nas costas de Kalimdor. Tal chegada massiva de estrangeiros ao continente não passou despercebida por Tyrande, mas como os territórios que os orcs estavam conquistando eram territórios Javatuscos, Tyrande decidiu por manter-se a distância. Esse seria uma erro do qual se arrependeria.

Completamente ignorantes a presença dos Kaldorei ou de que aquela era sua terra, Thrall “concedeu” as florestas do Vale Gris para o clã de Grommash, que imediatamente começou a derrubar a floresta, dada a natural aversão dos Orcs a florestas.

Tyrande não admitiria que os estrangeiros atacassem e destruíssem seu lar, e assim os kaldorei e os orcs entraram em guerra. Os Kaldorei tinham inicialmente óbvia vantagem, não só conheciam seu território como estavam acostumados a batalhar naquele tipo de terreno, ainda assim os Orcs demonstravam-se inimigos formidáveis. Não apenas os Kaldorei haviam tomado a derrubada da floresta como um ataque, mas o semideus Cenarius  uniu-se as forças élficas contra os Orcs. Diante de tal empecilho, Grommash fez um novo pacto com o demônio Mannoroth. Ele e seu clã  tomaram o sangue do Annihilan e com uma enorme quantidade de poder agora correndo por suas veias, Grommash lutou contra Cenarius acabando por matar o semideus. Com a queda de Cenarius, Tyrande não mais arriscou guerra aberta contra os orcs, passando a fazer ataques aos estilo guerrilha.

Quando as forças da Aliança aportaram em Kalimdor, Tyrande não querendo repetir os erros de antes, agiu de maneira hostil de imediato. As forças lideradas por Jaina e por Thrall já haviam começado a trabalhar juntas e portanto quando Tyrande encontrou o assentamento de orcs e humanos liderado pelo Paladino Duque “Lionheart”, a Líder dos Kaldorei não hesitou em matá-lo aonde estava. As hostilidades contra os forasteiros provavelmente teriam aumentado, não fosse a chegada de uma ameaça maior.

Ao mesmo tempo em que as forças Kaldorei atacavam o assentamento, ondas de mortos-vivos invadiram o local destruindo a todos em vista, Tyrande e suas forças tiveram que recuar de imediato, mas foram perseguidas e encurraladas até que o líder de tais forças se revelou, o próprio Lorde demônio Archimonde. Muitas das Sentinelas com Tyrande morreram diante do Eredar e possivelmente Tyrande teria tido o mesmo destino, mas Eluna ocultou Tyrande e as sentinelas restantes nas sombras permitindo que elas escapassem.

Tyrande reorganizou suas sentinelas e foi capaz de fazer um bloqueio temporário as forças do Flagelo no rio que separa Azshara de Vale Gris. Ela sabia que a presença de Archimonde era prova inegável do retorno da Legião, e  que para enfrentar tamanha ameaça ela precisaria de toda ajuda possível. Era hora de despertar os Druidas.

Deixando o comando das forças militares para Shandris, Tyrande marchou em direção à Clareira da Lua. As dríades reportaram a Tyrande que o Nathrezim Tichondrius estava liderando um batalhão do Flagelo na direção da Clareira e que o Chifre de Cenarius, instrumento necessário para acordar os druidas estava em posse de um assentamento Órquico. Numa luta contra o tempo Tyrande manejou destruir o acampamento órquico resgatando o artefato e chegando a Malfurion antes das forças de Tichondrius, assim acordando o Arquidruida de seu sono Milenar.

Juntos, Tyrande e Malfurion prosseguiram despertando os outros druidas. Durante este tempo Malfurion comenta com sua amada que ela estava diferente, endurecida, e Tyrande responde que ela não tinha tido “o luxo de dormir pelos tempo de perigo”. Este leve ressentimento de Tyrande em relação ao longo sono dos druidas é um tema que ressurgirá nos anos seguintes de sua vida, bem como a completa independência dela em relação ao amante.

Com os Druidas despertos as forças Kaldorei se unificaram na base do Monte Hyjal, quando as forças marchando passaram pelo local aonde Illidan estava preso Tyrande, ponderando que ele seria uma força sem igual contra os demônios, decidiu por libertá-lo. Ultrajado , Malfurion atenta proibí-la de fazê-lo ao que Tyrande responde uma de suas mais famosas frases “Apenas a Deusa pode me dizer o que fazer”, apenas reafirmando o quão teocrática e matriarcal a sociedade Kaldorei é.

Malfurion não seria o único a se opor as intenções de Tyrande de libertar Illidan, as Guardiãs de Maiev não se submetiam à autoridade de Tyrande e portanto ela teve que abrir o caminho a força, eventualmente alcançando a cela mágica onde Illidan cumprira sua sentença pelos últimos 10.000 anos, libertando-o. Illidan, ainda perdidamente apaixonado por Tyrande, concorda em lutar contra os demônios ao lado de seu povo, não por eles, mas por ela. 

Illidan partiria a frente para lutar contra Tichondrius e as forças do Flagelo sob seu comando na Selva Maleva, Tyrande e Malfurion marcharam para auxiliá-lo. Ao chegarem ao local encontraram as forças demoníacas destruídas, mas  para conseguir tal feito Illidan havia absorvido os poderes da Caveira de Gul’dan que estava com Tichondrius, efetivamente tornando-se um Demônio ele próprio.

Horrorizada pela transformação de Illidan, Tyrande não se opôs quando Malfurion baniu o irmão, permanentemente das terras Kaldorei.

Após o banimento de Illidan, Malfurion  levou Tyrande para ter uma reunião com os outros líderes das forças estrangeiras da Horda e da Aliança. Tyrande ficou furiosa e estava a ponto de mandá-los embora quando o Espírito de Medivh se manifestou contando aos presente do planos de Archimonde de absorver as energias de Nordrassil e usar a segunda Nascente da Eternidade em Hyjal para abrir um novo portal.

Tyrande não desejava ter de trabalhar com os estrangeiros, mas percebendo que não havia alternativa concordou em unir forças com as facções invasoras. 

Com as forças unidas da Aliança, Horda e dos exércitos Kaldorei a Batalha pelo Monte Hyjal foi vencida e a Terceira Guerra chegava ao seu fim. Thrall recuaria com o grosso de suas tropas de volta para Durotar e Jaina e o restante das forças da Aliança se assentariam na ilha de Theramore ao sul.

Pós-Terceir Guerra, Pré-Vanilla

Dentre todos os atingidos pelo desfecho da Terceira Guerra, nenhum povo seria mais afetado do que os próprios Kaldorei. Mesmo com a vitória a destruição de Archimonde havia também destruído Nordrassil, e apesar do fato que a árvore iria renascer, o Pacto original feito com os aspectos fora quebrado, e com o fim deste os Kaldorei haviam perdido as proteções que tal fornecia, como vida eterna e imunidade a doenças e mazelas, sua chamada “imortalidade”. 

Tyrande e Malfurion iniciaram os trabalhos para reconstruir sua sociedade nas novas condições e para curar a terra, arrasada pela guerra e pela praga da morte viva. Porém, meros meses depois receberiam um pedido de ajuda de Maiev.

A libertação de Illidan por Tyrande teve ramificações indesejadas, após seu banimento Illidan havia se aliado as Nagas lideradas por Lady Vashj e planejava destruir o Lich Rei, para tanto Illidan havia viajado para as Ilhas Partidas, um arquipélago formado pelo que restara com a região de Suramar e adjacências após a cisão. Suramar continuava sob a redoma mágica em que a havia isolado milênios atrás. 

Aegwynn
Aegwynn

O interesse de Illidan não era, no entanto, na cidade e sim nas ruínas do Templo de Eluna, tais ruínas haviam sido usadas por Aegwynn muitos anos antes para prender o Avatar destruído de Sargeras. Aegwynn havia afundado as ruinas do templo, mas alguns anos antes durante a Segunda Guerra Gul’dan havia reerguido as ruínas do fundo mar. Illidan buscava por um Artefato específico, o “Olho de Sargeras” o qual usaria para canalizar as potentes energias do local em um feitiço devastador que lançaria contra Nortúndria destruindo o Lich Rei, mas também destruindo boa parte do continente.

Maiev não estava interessada nos planos de Illidan, mas meramente em aprisioná-lo novamente, porém as forças Naga sob o comando de Illidan atacaram-na e as suas guardiãs encurralando-as nas ruínas de Azsuna. Tal fora o pedido de ajuda que Maiev enviou a Malfurion.

Tyrande e Malfurion partiram de imediato para as Ilhas Partidas e batalharam contra as forças Naga até alcançar Maiev e suas guardiãs. Maiev ficou feliz de ver Malfurion mas furiosa em ver Tyrande, acusando-a como culpada pela atual situação e pelo assassinato das guardiã que tentaram impedi-la de libertar Illidan. Tyrande, apenas disse que Maiev não tinha nenhum direito ou autoridade para julgá-la e Malfurion teve de intervir antes que a situação entre as elfas saísse do controle.

As forças conjuntas das Guardiãs de Maiev e das sentinelas de Tyrande marcharam para a Tumba de Sargeras nas ruínas do templo de Eluna, e após uma árdua batalha foram capazes de interromper o feitiço, o que também destruiu o artefato. Em meio ao caos resultante Illidan inicia um escape, o que leva Tyrande a persegui-lo, ele a capturou, no entanto, e há um confronto entre os dois.

Nesse confronto Illidan confessa a Tyrande que tudo que ele mais desejava era que ela percebesse o quão poderoso ele era e Tyrande em resposta diz que não havia quantidade de poder mágico que pudesse substituir força moral interna, e que essa havia sido justamente a razão pela qual ela havia escolhido Malfurion e não ele, e que ela percebia agora que libertá-lo foi um erro. Illidan fica magoado e furioso com as palavras da elfa, mas não a fere ou ameaça, apenas a deixa e parte em direção aos reinos do Leste.

Tyrande, Malfurion e Maiev desconheciam os planos de Illidan, mas a nova aliança deste com as Nagas era suficiente para convencê-los de que tais planos deviam ser evitados. Os três elfos e suas forças marcharam através do mar atrás de Illidan que os levou a aportar nas devastadas terras de Lordaeron.

Malfurion ficou perturbado com a profundidade e extensão da corrupção do flagelo na natureza daquelas terras e deixou Tyrande e Maiev para ir ajudar os espíritos naturais do local. 

Tyrande e Maiev continuariam no encalço de Illidan, mas acabariam por cruzar com um Grupo de Quel’dorei liderados pelo Príncipe Kael'thas Andassol, ninguém menos que o Tataraneto de Dath’thremar a quem a própria Tyrande havia banido de Kalimdor milênios antes. Os Quel’dorei estavam em dificuldades com as forças do flagelo e Tyrande reconhecendo-os como sendo parentes decidiu por ajudá-los apesar dos protestos de Maiev. Com a forças combinadas dos Kaldorei e Quel’dorei eles foram capazes de forçar caminho entre as fileiras do flagelo, apenas para se encontrar em uma emboscada.

Kael'thas
Kael'thas

Tyrande ordenou a Maiev e Kael’thas para prosseguir e se posicionando na ponte sobre o rio que separava as forças do Flagelo das deles Tyrande, sozinha, clamou pelas Forças de Eluna e com uma constante chuva de estrelas segurou as forças do Flagelo.

A ponte que Tyrande estava, porém, acabou por não suportar tamanho poder e desmoronou lançando Tyrande ao rio. Maiev recusou-se a ir em resgate de Tyrande, assumindo-a como perdida ela convence Kael’thas e ir atrás de Illidan.

Tyrande, no entanto, não havia morrido, mas o rio a havia arrastado para mais adentro do território do flagelo. Em uma pequena ilha no meio do rio Tyrande fez sua última defesa, mas por maior que fosse o poder da Deusa e sua resiliência pessoal, as forças do Flagelo eram inúmeras, e pouco a pouco Tyrande estava perdendo terreno para as legiões de mortos-vivos.

Tudo parecia perdido, quando Tyrande foi resgatada pelo mais inesperado dos salvadores, Illidan, havia batalhado através das forças de mortos-vivos e ao chegar a Tyrande resgatou-a, abrindo um portal para um local seguro. Na chegada ao outro lado do Portal, Tyrande aprendeu, ainda mais surpresa que Illidan não estava só. Ele e seu irmão Malfurion haviam unido forças para resgatá-la.

Os três tem uma franca conversa. Illidan havia se redimido aos olhos de Tyrande, porém Malfurion aponta que Illidan agora havia se tornado um demônio e já não tinha mais lugar entre seu povo. Illidan concorda e abrindo um portal vai embora da vista dos dois, seguido por uma Maiev, furiosa com Malfurion e Tyrande por terem permitido que Illidan “escapasse” ainda de novo de suas garras. Tyrande e Malfurion decidem por retornar a Kalimdor.

Em seu retorno Tyrande tentou ajudar seu povo a se adaptar a sua “mortalidade”, sem as proteções do Pacto de Nordrassil, doenças e mazelas comuns aos outros povos mortais voltaram a atacar aos Kaldorei bem como as consequências da velhice e morte por causas naturais. Os Kaldorei haviam se tornado muito adaptáveis e pareciam estar indo num bom caminho, mas nem todos iriam se contentar em apenas aceitar a nova condição.

Fandral “Staghelm”, havia liderado os druidas do Círculo cenariano durante o longo sono de Malfurion e apesar de sempre entrar em conflito com Tyrande era o segundo mais poderoso druida. Ele iniciou uma campanha  entre os druidas e outros de seu povo, para que eles fizessem algo a respeito, especificamente Fandral planejava criar uma nova Árvore do Mundo para que os Aspectos abençoarem e os Kaldorei pudessem ter sua “imortalidade” restaurada.

Malfurion era contra tal plano, argumentando que os Aspectos jamais abençoaram tamanho ato de egoísmo. No entanto Malfurion logo cairia em um inexplicável coma, do qual nenhuma mágica ou remédio pareciam ser capazes de acordá-lo.

Tyrande também se opunha a ideia, porém, sem a oposição de Malfurion. Ela nada podia fazer, já que o Círculo Cenariano e os assuntos druídicos existiam além da sua autoridade.

Assim, numa pequena ilha a oeste de Costa Negra foi criada Teldrassil.

Teldrassil
Teldrassil

A nova Árvore do Mundo cresceu absurdamente rápido. Tornando-se, em tempo, maior mesmo que a própria Nordrassil. Os Aspectos, como havia avisado Malfurion, recusaram-se a abençoar a árvore. E no entanto Teldrassil era tão impressionante que os Kaldorei decidiram por mudar para seus ramos.

No topo dos frondosos ramos da árvore os elfos noturnos construíram sua nova capital, Darnassus, bem como um glorioso Templo a Eluna. Com Malfurion ainda misteriosamente em coma, Tyrande assumiu também o título de Regente de Darnassus. 

Tyrande em Darnassus
Tyrande em Darnassus

Tyrande estava determinada a evitar os erros de seu povo no passado e portanto recusou-se terminantemente a aceitar o título de Rainha, nada a assustava mais do que a perspectiva de tornar-se uma Segunda Azshara, adorada por seu povo além de razoabilidade e além da própria Deusa. Apesar de os quatro anos seguintes se passarem sem maiores conflitos, não foram inteiramente pacíficos. Tyrande e Fandral entravam em constantemente conflito.

A parte 3 continua nos próximos dias...


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Frederico Tavella é jogador de World of Warcraft por mais de 10 anos, RPlayer mais de 8, Fanboy da Blizzard, Loremaster e permanentemente apaixonado pela lore dos diversos universos por ela criados.